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A área de estudo inclui parte da região
de Güemes e Anta da provincia de Salta e se encontra localizada
geograficamente entre os 24º 23` - 25º 19´de Latitude Sul e 64º 59´ -
64º 23´ de Longitude Oeste.
Localiza-se também em parte das Serras
Subandinas de San Antonio, González, El Gallo, Cresta de Gallo, El
Centinela e El Piquete, correspondentes ao subsistema Santa Bárbara.
Suas alturas máximas no chegam aos 2.600 metros.
A região comporta as sub-bacias dos rios Dorado-del Valle: rios
Popayán, Dorado, Seco e del Valle; e Mojotoro Lavallén: compreendendo
pequenos riachos tais como Unchime, Garrapatas, Yaquiasme e San Luis.
Também contribui com a sub-bacia Juramento-Medina, com os rios Las
Cañas, Las Víboras, Guanaco e Castellanos.
Parque Nacional El Rey
Parque Nacional El Rey se localiza a
200 km do caminho da cidade de Salta (aproximadamente a 90 km em
linha reta em direção Leste) esta localizado geograficamente entre
os 24º 32´ 00” - 25º 50´ 00” de Latitude Sul e 64º 29´ 30” - 64º 46´
10” de Longitude Oeste. Possui 44.162 hectares e clima subtropical
com chuvas estacionais de verão (novembro a março) de
aproximadamente 750-1.500 mm anuais. As temperaturas médias oscilam
entre 21ºC e 8ºC, com geadas no inverno.
Inclui parte das Serras Subandinas,
englobando as serras Cresta de Gallo e El Piquete, correspondentes ao
subsistema Santa Bárbara. Suas alturas máximas no Parque não
ultrapassam aos 2.400 metros.
Parque Nacional compõe a bacia do rio
Del Valle, compreendendo quase que a totalidade de suas nascentes.
A área se localiza na Província
Biogeográfica das Yungas. Estas matas, também chamadas montanas ou
nubladas, se desenvolvem entre os 500 e 3.000 metros sobre o nível do
mar, nas montanhas pré-andinas desde a Venezuela até a Argentina. A
composição e estrutura da mata variam com a latitude e a altitude,
assim como as características microclimáticas como a orientação,
inclinação, tipos de solo etc.
P.N. El Rey está rodeado por
montanhas, com alturas que vão desde os 750 aos 2.400 m
aproximadamente. Encontram-se diferentes tipos de vegetação,
tanto de yungas como do chaco serrano e comunidades de transição. Em
termos gerais, desde a zona mais baixa até os picos pode-se
caracterizar:
• Matas de Transição (700-950 m):
vegetação mais xerófíta constituindo um ecótono entre a Selva
Pedemontana e o Chaco Serrano. Algumas especies comuns são a taleira
(Celtis tala), a acácia (Acacia aroma), o cinamomo gigante
(Allophyllus edulis), o coronilho (Scutia buxifolia), a espinha
coroada (Gleditsia amorphoides), as aroeiras (Schinus spp.) e o fruto
do pombo (Vassobia breviflora).
• Selva Basal (700-1.000 m): mata alta
semidecídua, as árvores do dossel podem alcançar os 35-40 metros, como
as tipuanas (Tipuana tipu) e o cedro (Cedrela sp.). São comuns as
leguminosas assim como os laureles, o carrapicho (Pisonia zapallo), o
timbó (Enterolobium contortisiliquum), o angico branco (Anadenanthera
colubrina) e angico vermelho (Parapiptadenia excelsa), e o limãozinho
(Fagara coco). As lianas e epífitas são abundantes.
• Selva Montana (1.000-1.400 m): Mais
úmidos, com abundância de árvores pereniformes, muitas espécies da
família das mirtáceas como o pau barroso (Blepharocalyx salicifolia),
a pitanga (Eugenia uniflora), o pessegueiro do mato (Myrcianthes
mato), o guabiju (Myrcianthes pungens), o alpa mato (Myrcianthes
pseudo-mato) e o murtilho (Myrrhinium atropurpureum).
• Matas Montanas (1.400-1.800 m): Matas
de altura, dominados pelo pinheiro do morro (Podocarpus parlatorei),
que cresce com outras espécies como o cedro, o pau luz (Prunus
tucumanensis) e algumas mirtáceas. Também há matas quase pura de aliso
(Alnus acuminata) ao longo das encostas até os picos.
• Pastos serranos ou de neblina
(1.700-2.400 m): Em grande parte se trata de pastos edáficos,
dominados por Gramíneas e Compostas.
A fauna é bastante diversa.
Alguns dos mamíferos presentes são o cateto (Pecari tajacu), queixada
(Tayassu pecari), cervos (Mazama americana e M. guazoubira), puma
(Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato do mato grande
(Leopardus geoffroyi), cachorro do mato (Cerdocyon thous), mão pelada
(Procyon cancrivorus), anta (Tapirus terrestris), lontra (Lontra
longicaudis) e macaco prego (Cebus apella) que se encontran no limite
sul de sua distribuição. Entre as aves pode-se citar o tico-tico comum
(Syndactyla rufosuperciliata), borboletinha (Phylloscartes ventralis),
arranhado de sobrancelha amarela (Basileuterus signatus), fío fío
plumoso (Elaenia strepera), piolhinho dos pinos (Mercocerculus
hellmayri), beija-flor cometa (Sappho sparganura), pato real (Cairina moschata), condor (Vultur gryphus), urubu real (Sarcoramphus papa),
urubu de cabeça vermelha (Cathartes aura), urubu de cabeça preta
(Coragyps atratus), gavião peneira (Elanus leucurus), siriema (Cariama
cristata), jacupemba (Penelope obscura), papagaio tucumã (Amazona
tucumana) e o papagaio verdadeiro (Amazona aestiva), entre muitos
outros.
É notável a fauna íctia, principalmente
no Rio Popayán, onde há muitos curimbatás (Prochilodus sp.), dourados
(Salminus maxilosus) e bagres (Pimelodus albicans), entre os peixes de
maiores.
Atividades nos alredores do Parque
Nacional.
A criação extensiva de gado é atualmente
a principal atividade produtiva da região. Também críam-se caprinos,
cavalos, ovinos e animais de granja (galinhas, patos e porcos).
Atualmente existem na área poucos projetos de criação intensiva de
gado.
A exploração florestal foi a atividade
mais importante no passado, extraía-se principalmente: pino, nogal,
cedro, cebil, lapacho, pau branco, pau amarelo, quina, horco quebracho,
algarrobo e lenha para carvão. Ainda hoje existe a exploração, contudo
em menor escala. Cultivam-se principalmente mandioca e folhas, no
passado algodão e fumo. Nos últimos anos muitas terras foram dedicadas
para o cultivo de soja, apesar dos desgastes na mata nativa.
Não existe na região grandes aglomerados
urbanos, somente algumas instalações e postos isolados. Os povoados
mais próximos à área de estudo são: Lumbreras, Las Lajitas, Apolinario
Saravia e Güemes.
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